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18 de maio de 2017

chuva e goteira

A vida vai bem, muito bem, obrigada
Quase consigo ignorar completamente
Aquela pequena nuvem preta
Que se esconde nos cantos da minha cabeça
Mas às vezes ameaça chover

Eu sou um copo sob uma torneira com goteiras
A ponto de vazar
A água pinga incessantemente, um barulho que me enlouquece
aos poucos
Mas ainda dá
pra deixar pra lá

Tempo difícil, ninguém está bem
estresse generalizado, olhos cansados
Cheiro de café no hálito
Mas eu vou bem, obrigada, só preciso olhar pra outro lado
A nuvem chega de lá
a torneira pinga de cá
eu não posso vazar

Amortecida, de pé, entorpecida
chove lá fora
e também aqui dentro
a nuvem não vai mais embora
a goteira pinga mais rápido
o copo cheio parece 
metade
vazio

encharcada, de chuva, de goteira
ainda tenho força
apenas
pra estender a mão gotejante
e fechar a torneira
dum outro errante

5 de março de 2017

Despedidas

Eu sempre contei despedidas.
Sempre que me despeço, eu conto na cabeça quantas vezes mais vou precisar dizer adeus até o dia em que eu não precise mais me despedir.
É duro dizer isso, mas descobri que não acaba. A gente nunca para de dizer adeus. Adeus a sua família, antes de ir para a faculdade, adeus aos amigos, antes de voltar pra sua cidade, adeus ao namorado ou à namorada, que mora longe.
Esses são os mais fáceis, porque a gente fala, a gente abraça, toca, beija, chora. Difíceis são aquelas despedidas que a gente dá e nem sabe. Um amigo que se tornou distante e agora não passa de um conhecido, o namoro que termina sem que a gente perceba que acabou, e quando nos damos conta, perdemos alguém importante e nem tivemos a chance de dar um abraço, um beijo, um até logo.
Pior ainda são as despedidas forçadas, para alguém que nos deixou e não vai voltar. Sem data nem certeza de se ver de novo, ficamos somente com as lembranças.
Eu sempre contei despedidas. Soluçadas em meio a lágrimas de uma janela de ônibus; correndo em direção a uma nova viagem, a um novo lugar; entaladas na garganta em uma sala cheia de saudade e tristeza. Contei despedidas demais para ter a ingenuidade de achar que um dia elas acabam.
Mas sabe, elas fazem parte da vida. Nos fortalece, nos torna pessoas melhores. A saudade e a vontade de ser ver são enormes, e isso torna o reencontro ainda melhor. Damos mais valor quando sentimos falta.
Talvez por isso eu ainda conte despedidas. Quantas faltam pra eu não sentir mais tanto aperto no peito. Talvez seja em vão, porque ele nunca diminui. Continuo contando, porque, como diria Renato Russo, quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?

1 de dezembro de 2016

Costura

Costura

Eu não percebi, mas fui me costurando remendo por remendo
Por cima do pano que já era meu
Esses retalhos, porém, não eram meus
Tinham uma textura diferente, uma cor estranha
Alguns incomodavam, machucavam até
Mas eu os deixei lá, os outros gostavam

Chegou um hora em que havia remendos demais
Meu pano, fino e fraco de velho e mal cuidado
Rasgou por baixo do peso
E eu perdi, destruída, tudo que costurei
Tudo que achei que eu fosse
Eu vi que não era
Me vi nua no espelho, de corpo e alma
Uma alma frágil e um tanto negligenciada

Me costuro de volta todos os dias
Dessa vez com cuidado, pra não me ferir
Um tecido velho, frágil, menor do que eu
Preciso de retalhos, mas os escolho com cuidado
Então se escolhi você pra fazer parte da minha costura
É porque dentre todas os tecidos por aí
Você foi o que mais combinou com o meu

27 de maio de 2015

Loucura e Depressão

Descrição
"Os olhos perdidos, vagos, olham sem mirar esse ponto ou aquele. Focam um lugar entre aqui e lá, algo no ar, algo no céu, entre a superfície da pupila e o infinito. A mente vagueia, sem definição, navega em um mar que é o limite entre a loucura e a lucidez. Dança sobre a corda bamba que é a consciência a um ritmo descompassado. O pensamento busca um princípio, uma razão, algo em que se apoiar e agarrar nesse mundo caótico e sem sentido. O corpo procura o calor de outro, o carinho de outro, o sentimento acolhedor do simples toque e cheiro de um corpo amigo. Aconchego.
Mas não há nada a ser encontrado.
O pensamento se perde e desaba. O corpo esfria e encolhe, recua. Os olhos se tornam opacos, escurecem. A mente perde o compasso e se desequilibra. Os sentidos se amortecem.
Perceber e compreender o mundo e suas maravilhas se torna uma tarefa difícil demais para ser cumprida, apesar de ser, de todos os nossos deveres, o mais natural."


Ariel Z.

PS: Apenas um texto feito em um momento de inspiração, a visão de alguém que é apenas espectador e busca compreender a complexidade psicológica humana.

9 de outubro de 2013

Crescer

Crescer é aceitar a fragilidade, a sensibilidade, as fraquezas. Crescer é admitir seus erros, seus defeitos, seus problemas, suas neuroses. Crescer é aprender a deixar o orgulho e o egoísmo de lado e se importar com os outros. Crescer é enfrentar os problemas sozinho, é cair e levantar até se quebrar todo. Crescer é aprender a se impor limites e respeitar os dos outros. Crescer é assumir as responsabilidades de ser um adulto. Crescer é ser você mesmo. Crescer é fazer escolhas. Crescer é aprender e desaprender. Crescer é mudar, revolucionar, derrubar. Crescer é amadurecer. Crescer é sair de sua zona de conforto e aprender a se virar sozinho. Crescer é difícil.

Ninguém quer crescer. Ninguém quer encarar os problemas e tentar encontrar uma solução para eles. Ninguém quer assumir responsabilidades. É muito difícil, dá muito trabalho, é muito doloroso. É mais fácil simplesmente ser criança e deixar as coisas acontecerem como se você simplesmente não tivesse nada a ver com elas. Quando a gente cresce, precisa enfrentar as coisas sem ninguém, sentir no peito a dor e o peso de carregar a si próprio nas costas.

Sempre dizemos que precisamos aceitar os defeitos e problemas dos outros, mas e os nossos? Reconhecemos e aceitamos nossos defeitos? Não queremos aceitar que somos imperfeitos. É difícil ser alguém de verdade, um alguém de carne e osso, que chora e ri, que tem problemas e qualidades. É mais fácil esquecer tudo isso e acreditar que o outro alguém é sempre pior que você.

A verdade é que temos medo de crescer. É tão fácil ser criança, ter uma mãe e um pai para lhe amparar, não ter responsabilidades e nem escolhas difíceis a se fazer, fingir que não há nada de errado. É fácil. Crescer é abandonar tudo isso. É duro, mas é necessário.

Se ninguém crescesse, como seria o mundo? Adultos-criança, com medo de encarar a vida com o próprio peito, sem capacidade de ser responsáveis, sem conseguir fazer escolhas. Seria um caos. Por isso escolhemos crescer. Ou não?

Observe o mundo hoje e perceba: Quantos adultos não são meninos com terno e maleta? Quantas são as garotas com saltos e maquiagem? Quantos são aqueles com o corpo de um adulto e a maturidade de uma criança?

Crescer ou não crescer? Eis uma questão.

Ariel Z.

24 de setembro de 2013

Será?

A vida muda, e muda depressa. Hoje caiu minha ficha de que passei pela metade do Ensino Médio. Em menos de 2 anos alguém vai me entregar um diploma que assinala a conclusão desses 3 anos tão decisivos. E 2 anos atrás, onde estava eu? Para mim, parece que foi ontem. Lembro vividamente dos meses de agosto, setembro, outubro e novembro que precederam meu aniversário de 15 anos.

Nesses meses eu estava no começo do meu namoro. Desenhei uma locomotiva e seu motor a vapor. Desenhei estrelas de 3 a 9 pontas na aula de geometria. Tive aulas de jardinagem. Escutei muito David Bowie. Trocamos a TV da sala aqui em casa e eu ficava jogando um joguinho novo do Xbox, chamado Viva Piñata. Fui viajar com a turma toda para trabalhar em uma fazenda. Saltei com um cavalo pela primeira vez. Comi morangos direto do pé. Fiz geleia e queijo fresco. Perdi meu iPod nessa viagem. Fiz meu FCE da Cambridge e fui aprovada com B. Mais do que esses acontecimentos, eu me lembro dos sentimentos e das sensações de todos eles. De como minha barriga dava voltas quando meu namorado vinha me visitar. Do nervoso e da superação de fazer e entregar todos os trabalhos e desenhos difíceis da escola. Do calor e do suor das aulas e jardinagem, e principalmente da professora. De ir todos os dias dormir ouvindo As The World Falls Down. De acordar antes de todo mundo no fim de semana e jogar esse jogo na TV nova como se não houvesse amanhã. De acordar cedo na fazenda, com frio, e ir ordenhar a vaca no pasto do outro lado do mundo. De ficar fazendo os relatórios na nossa hora livre, enquanto todo mundo passeava pela fazenda. De subir no sino da igreja e ficar lá em cima olhando tudo. De correr a cavalo sem ninguém pra me falar aonde ir. De chegar em casa e descobrir que o iPod não estava na bolsa. Da ansiedade para fazer o FCE. Foi um ano muito especial e inesquecível para mim. Sinto tudo isso, desejo tudo isso, como se tivesse acontecido há alguns meses. Mas hoje caiu a ficha: faz 2 anos.

Isso me fez perguntar: aonde vou estar dentro de 2 anos? Será que vou me lembrar desse ano com o mesmo carinho? Vou estar no cursinho? Vou estar em uma faculdade?

Nisso me lembrei de todos os momentos especiais dos meus últimos anos. Principalmente das viagens com a escola. Meu irmão vai para o Petar amanhã, e eu fiz essa viagem faz 5 anos. Eu sinto que estive lá há menos de 3 meses. E o Pantanal então? Foi no mesmo ano em que criei este blog, então acreditem: faz tempo. Mas sinto como se tivesse sido semana passada.

Esse tempo passou muito rápido. 5 anos se passaram e para mim foram 2. Parece que foi ontem que  cheguei na Viver como aluna nova. E de novo me perguntei: e no futuro? Se o tempo passa tão rápido, para onde vou em alguns anos? Do que vou me lembrar? O que vai ser especial pra mim? Quem eu vou ser?

Será que não devemos aproveitar mais a vida? Será que não devemos criar mais momentos especiais dos quais nos lembraremos em qualquer futuro, próximo ou distante?

Apenas uma reflexão.

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
                                                                   Epitáfio - Titãs

17 de junho de 2013

Retratos de Real Beleza

A Dove fez uma propaganda de um projeto chamado: Retratos de Real Beleza. Não sei se o projeto é deles mesmo, ou se eles pegaram de outra pessoa. Achei o nome um pouco bobo, mas a ideia em si é linda.

É o seguinte: Um desenhista fica em uma sala. A mulher entra, e entre ela e o desenhista há uma cortina para que ele não a veja. Ele pede para ela se descrever, seu cabelo, seu nariz, seus olhos, seus lábios, etc. Então ele a desenha. Quando ele termina, a mulher vai embora. São várias mulheres, e ele desenha uma de cada vez. As mulheres fazem amizade entre si, e depois que terminam de SE descrever, elas são chamadas novamente pelo desenhista. Dessa vez, ele pede para que elas descrevam outra mulher. Quando ele termina, as mulheres comparam os desenhos: o que foi descrito por ela mesma, e o que foi descrito pela outra.

É muito bonito, e é um grande incentivo à auto-estima.

Bem, por hoje é só. Logo logo começam as férias, e eu posso postar mais!

Beijinhooos!

22 de maio de 2013

Songs

Sound of Silence - Simon and Garfunkel

Scarborough Fair - Simon and Garfunkel


Laura - Bat for Lashes

                                                                                      Don't Go Away - Oasis
                    
  
Patience - Guns N' Roses

                                                                                                                     Rock and Roll Lullaby - B.J. Thomas                                            



Por hoje é só! Espero que tenham curtido.

16 de março de 2013

É Estranho...

Imagino que todo adolescente, aos 15, 16 anos, vive cheio de dúvidas na cabeça. Comigo não é diferente. Sempre me pergunto: por que me sinto tão deslocada? Qual é meu estilo? O que vou fazer do meu futuro? Será que vou casar? Quem são meus verdadeiros amigos? Por que sou tão diferente? Agrado meus pais? Entre mil e uma outras dúvidas.

Percebem, que todas essas dúvidas se referem a quem você é? À sua personalidade? Adolescência é isso, descobrir quem você é de verdade. Na adolescência você passa por experiências estranhas, que podem ser boas ou ruins. O primeiro amor, a primeira ressaca, o vestibular, as sensações, as "primeiras vezes" de muitas coisas...

É uma época estranha, conflituosa. Passamos por momentos de extrema alegria, e também de profunda tristeza. É tudo 8 ou 80. Certas horas precisamos ficar sozinhos, isolados de tudo. Em outras, queremos ficar com todos os nossos amigos. Alguns dias queremos ficar em casa, descansando. Em outros, fazemos de tudo para sair. Mas acima de tudo, queremos ser livres. Queremos nos expressar sem críticas. Queremos tomar conta de nós mesmos. Queremos ser quem somos.

Parece horrível, mas não é. Essas dúvidas, essa inconstância, esse desejo de liberdade e de autonomia são as coisas que tornam essa idade mágica. Muitos adultos dariam tudo para voltar a essa idade. Se não fosse assim, não existiram músicas como "I Wanna be Forever Young", e filmes como "17 Outra vez".

Por isso não diga que sua vida é horrível, que essa idade é um saco, que seus pais não te deixam fazer nada, e coisas do tipo. Aproveite essa idade maravilhosa, e viva. Seja você. Descubra quem você é. Faça coisas que você tem vontade. Descubra sesu talentos... Há tanta coisa pra fazer...

Minha mãe disse: eu daria tudo para voltar à minha adolescência. Foi a melhor época da minha vida, nunca vou esquecê-la.

Faça a sua adolescência ser inequecível também. Tenha histórias para contar a seus filhos e netos. Você não vai se arrepender.

Vou curtir a minha, abraços!

Ariel Z.

15 de março de 2013

Fotos


 Me deram a ideia de postar algumas fotos que eu tirei e gostei. Não sou a melhor fotógrafa do mundo, então muitas fotos não estão boas. Bem, aqui vão algumas:
Visão da minha garagem.

Kiara

Bonecos de Neve em Birigui

Igreja central de Birigui no natal

Flores destacadas.

Eu e o Bob! Depois de 1 ano.

Casinha do Papai Noel em Birigui


Uma rosa.

Flores do meu quintal.

É isso. Como podem ver, algumas fotos estão ruins. Infelizmente, não encontrei a versão original de algumas das fotos, então foram com efeitos. Pretendo melhorar.

Beijos
Ariel Z.






2 de março de 2013

Focinhos e Narigones

Todos sabem que sou uma amante dos cães, e protetora de seus direitos. Tenho aqui em casa 4 cachorras, 3 delas são adotadas das ruas ou de pessoas que não tinham condições de cuidar delas. Minha mãe ajuda ONGs e vive fazendo doações.

Pois bem, vejo muitos casos por aí onde pessoas compram cachorros só pra mostrar aos outros, ou para parecer mais rico/chique/na moda. Então, eles pegam os cachorros, e largam os bichinhos sem vacina, com comida de péssima qualidade, nem se preocupam em levá-los a um petshop confiável (muitas pessoas que dão banho maltratam os cães). Eu fico muito irritada com isso. Cachorros não são objetos, não são coisas inanimadas! Eles sentem fome, dor, tristeza, solidão. Cães têm depressão, podem desenvolver câncer, e podem sofrer junto com o dono.

Eu não sei o que seria de mim sem minhas amadas amiguinhas de quatro patas. Nunca fico sozinha em casa, e sei que mesmo que eu chegue em casa cansada, irritada e nervosa, sempre vai ter alguém pra me receber com carinho, compreensão, e muito amor. Às vezes acho que elas são melhores que muitas pessoas por aí! Aliás. tenho certeza.

Se você quer um cachorrinho, se prepare porque DÁ TRABALHO. Você tem que dar carinho, ensinar, levar ao veterinário, ter todas as vacinas em dia, e ficar sempre de olho para ver se há algo na casa que pode ferir o fofinho. Sim, é caro, é difícil, mas dá uma alegria sem comparação, e um amor incondicional. Tenha certeza de que você está preparado pra isso, e não vai, depois de um tempo, largar o cachorro em um canto, sem cuidado nenhum! É preciso responsabilidade.

Um cachorro sempre vai te amar, sempre vai tentar te agradar, sempre vai brincar com você. Se você souber ensiná-lo e amá-lo, você terá um companheiro inseparável para todas as horas. Brincalhão, amoroso, carinhoso...Em suma, cachorro é tudo de bom (by: Pedigree)!

Nota 10 pro foco


















Viu só? Que coisa fofa.

Se quiser um cachorro, eduque, ame, cuide. Vale a pena.

Ariel Z.

17 de fevereiro de 2013

Homenagem a Linda Maria

Quando eu era bem pequenininha, e meu cabelo ainda era escorrido, eu tinha aula de escritores com uma das professoras mais especiais que já tive. Ela não era "apenas" uma professora. Ela parecia mãe. Tinha um carinho muito especial com seus alunos, inclusive comigo.

Durante todos os anos de minha infância em que tive oportunidade de ter essas aulas com ela, eu as assisti com alegria. Lembro-me de um cartão que elas nos entregou sobre a diferença entre "ah", "há", e "à". Lembro-me de todos os textos que fiz para ela. De todas as nossas aulas, e de nossos encontros.

Quando saí do COC, escola onde ela era coordenadora, saí com lágrimas nos olhos da despedida. De todos os professores, acho que dela é quem senti mais falta. Não sei, mas desde criança me identifiquei com ela.

Na Viver (a escola para qual eu mudei), criei este blog, e ela me encontrou. Comentava sempre, me elogiando. Infelizmente, abandonei o blog, e paramos de nos falar.

Mas ano passado, quando voltei a postar, encontrei o blog dela, e fiquei lendo seus textos por horas. São tão lindos, que me inspiraram a tentar escrever melhor. Então, aqui estou. Hoje de manhã, deixei um comentário para ela. E ela me respondeu com uma homenagem maravilhosa. Deixo aqui a minha homenagem a ela, professora que me inspirou a ser melhor e sempre me superar!

Professores... Afinal, para que servem os professores? Só pra ensinar é que não é. Professores inspiram, ajudam, apoiam... É necessário apenas um pouco de respeito e paciência, ensinar uma turma de crianças/adolescentes descontrolados não é fácil! Mas a Linda... Essa era uma professora fada. Uma paciência infinita, um carinho de mãe, uma voz calma e uma aula deliciosa. Estou aqui agora relembrando tudo que ela significou para mim naquela época. E olha, não foi pouca coisa!

Por isso deixo aqui resgistrado tudo isso, para que ELA sempre saiba o que isso significou pra mim. E espero eu, para todos seus outros alunos.

Beijos,
Ariel Z.

Em homenagem a Linda Maria. O blog dela, pra quem quiser, é Tudo começa denovo quando se acaba.

15 de dezembro de 2010

Para Sempre

Lentamente volto a mim, abro os olhos para o teto do meu quarto. Passo a mão em meus olhos. Tento me lembrar do que aconteceu naquela manhã. Sei que escolhi minha vida. Minha nova vida. Lentamente, sento-me em minha cama e analiso meu quarto. Queria me lembrar disso quando mudasse. Desço da cama e meus pés descalços tocam o chão frio. Sinto calafrios em minha espinha. Vou até o banheiro e me olho no espelho. Meus olhos estavam vermelhos, inchados, com olheiras profundas. Lentamente, as memórias da manhã voltam a mim. Abro a janela e observo o bosque lá fora, sem vida. As árvores pareciam mãos de esqueletos projetadas para cima. O pôr do sol parecia querer me arrastar, junto às sombras da noite. Tudo coberto por uma espessa camada de neve. Um cenário misterioso, frio. Para mim, aconchegante. Vasculhei o bosque frio e morto a minha frente. Inspirei o ar gelado, e abri bem os olhos, tentando enxergar algo na floresta escura, não vi nada de início, mas sabia que eles estavam me esperando. Apertei os olhos, e meu coração parou, vi um par de olhos amarelos, brilhantes, olhando fixamente para mim.
Coloco um roupão e saio para o quintal. Meus pés ainda descalços pisavam no chão congelado com um ruído surdo. Minha respiração fazia nuvens no ar, que espiralavam e sumiam. Delicados flocos de neve começaram a cair. E eu sabia que era hora. Hora de abandonar quem eu era. Hora de ser quem eu devia ser.
Tirei o roupão e senti o vento frio em meu corpo nu. Senti as pontas dos meus dedos sendo acariciadas pelo vento. Meu cabelo caia como uma cortina negra atrás de mim.
Com um suspiro me atirei em direção ao bosque, ao mesmo tempo em que eu corria, meu corpo me abandonava, eu me abandonava, me deixava ser levada por quem eu era. Quem eu nasci para ser. Minha pele me deixava, deixando em seu lugar uma pele adaptada para o frio, um casaco de pelos macios. Minhas pernas agora eram curtas, porém rápidas e ágeis. Meu nariz, antes fraco e incapacitado, agora podia sentir o mínimo dos aromas. Meus ouvidos captavam ruídos baixos no fundo da floresta. E meu pelo reluzia, branco como a neve abaixo de minhas patas.
Finalmente, delicadamente caminhei até a floresta, com uma última olhada para trás. Minha casa. Minhas melhores lembranças. Luna. A pior parte era esquecer. Eu sabia que depois de alguns minutos, me esqueceria de tudo.
Virei-me novamente para a floresta e ouvi os lobos começando a uivar. Corri e me juntei a eles. Com um uivo longo e triste. Quase aflito. O som era como uma sinfonia. Mas eu finalmente me senti em meu lugar. E depois disso. Eu me esqueci. E finalmente comecei a minha nova vida.
Para sempre.

Amor

Amor é estranho.
Amor é diferente.
As pessoas dizem que sabem o que é o amor. Mas não, a maioria não sabe.
Amar é querer estar com quem você ama. É querer alegrar esse alguém, e secar sua lágrimas. Não medir esforços para ajudar. Apenas ajudar. Com o coração. Quando se ama um amigo.
É querer escutar o coração batendo forte. Sentir aquele frio na barriga, aquela ansiedade inexplicável. Ás vezes, até uma dor de um coração partido. É pensar sempre nesse alguém especial. É fazer de tudo para estar com ele. Quando se ama um namorado ou namorada.
É querer ajudar a todos que se vê na rua. Aos animais abandonados, as pessoas de rua. Ajudar cada um desses que realmente precisam de ajuda. Isso quando se ama o próximo.
É sentir bem no fundo de seu coração, uma alegria inexplicável. É quando você se sente bem, sem saber por que. Quando você se ama.
Mas de todos essas sensações, a melhor de todas, é a de amar e ser amado.

Esse post é do meu outro blog, mas eu achei legal colocar aqui! =)

26 de novembro de 2010

Sometimes

Ás vezes, a gente pensa que o mundo é injusto, que coisas ruins e coincidências desastrosas acontecem só para você. Mas não tenha dúvidas, acontece para todos.
Ás vezes, você tem vontade de gritar com todo mundo, de chorar sem motivo, de brigar, de se trancar num quarto e não sair. Pra ver se sentem a sua falta. Não, não é só com você. Todos já se sentiram assim.
Ás vezes, você se sente doente, você se sente fraco. Você se sente solitário, e como se ninguém te amasse. Como se você fosse a única pessoa ignorada em seu círculo de amigos. Sim, todos passam por isso.
Ás vezes, você se apaixona, você perde a cabeça. E depois, você fica de coração partido, e sente um vazio em seu peito. Não, você não é o único.
E se você já passou por alguma dessas coisas, não significa que você é fraco, só que você é sensível e forte o suficiente para superar todas as dificuldades e depois de cada tombo, ter a força para levantar e se por a caminhar novamente.

16 de novembro de 2010

Um trecho de Inspiração

"Se existia alguma figura mais miserável do que eu naquele momento, eu não sabia, só sabia que seria difícil. Eu estava abalada, chocada, e acabada. E por cima de tudo, derrotada, mas ainda não havia superado aquela perda.
Agora entendo quando dizem que só se dá real valor às coisas quando as perdemos.
Sabe quando você se sente inferior, como um pontinho de nada no mundo, como se você fosse oco. Como se não tivesse sentimentos, imersa em um torpor profundo. Assim era eu, naquele momento, e até hoje.
Perdi o controle me mim mesma, desisti de lutar contra o peso que se apoiava nas minhas costas, contras as sombras que, sorrateiras se aproximavam de mim pelas costas. Desisti de lutar contra as vozes, os sussurros que pairavam sobre mim como abutres, apenas esperando que eu caísse.
Já não sentia mais nada, era indiferente ao mundo, insensível. Não ouvia quando as pessoas me chamavam. Imersa em pensamentos e alheia ao resto do mundo.
Simplesmente chorava para dormir, e falava sozinha, e com as sombras ao meu redor, que se aproximavam cada vez mais, os sussurros cada vez mais altos, e o peso já quase insuportável em minhas costas me abatiam.
Eu pedia, suplicava e implorava que me levassem desta vida, mas ninguém me ouvia.
No dia em que fiz minha decisão, foi o dia em que deixei de lutar, o dia em que eu decidi me juntar ao meu coração, e aos meus sentimentos, que já haviam partido.
No momento em que passei a lâmina afiada pela minha pele, senti apenas o quentinho do sangue escorrendo por entre meus dedos e pingando no carpete. Senti minha vida esvaindo-se. E deixei que as sombras me levassem, mas de repente, elas não eram mais sombras, elas eram luzes, anjos que me conduziam até onde eu passaria o resto da eternidade.
E onde eu me juntaria a causa de tudo, você.
E finalmente encontrei a paz que nunca tive."

25 de setembro de 2010

The Happy Cupcake History

Você já teve uma vontade de escrever uma história, te vem a inspiração, e não tem onde escrever? pois é, hoje me deu um siricutico e eu escrevi a seguinte história:

The Happy Cupcake

Era uma vez um pequeno cupcake que era o mais feliz de todos. Ele tinha amigos cupcakes, tinha uma casa cupcake, e tinha tudo que um cupcake poderia desejar.
Um dia, esse cupcake se apaixonou por uma linda cupcake de morango, mas ela era toda enfeitada, e ele era sem graça, era feito de massa de baunilha, e sua cobertura ela amarelada e sem graça, Já ela era linda, branquinha como coco, e tinha uma cobertura rosa muito delicada, acima dessa cobertura havia florzinhas coloridas.
Ele amava essa pequena cupcake muito, mas outros cupcakes também se interessaram por ela. Todos tão lindos e enfeitados quanto ela, e ele era todo sem graça... Um dia ele resolveu se enfeitar para ela. Foi até o seu “pai” e pediu que ele o enfeitasse mais. O pai dele disse que não podia, que o pequeno cupcake sem graça, fora seu primeiro cupcake, e que queria deixá-lo assim.
E assim o pequeno cupcake ficou muito triste. Foi para sua linda casinha cupcake, que era muito bonita e decorada, e ficou um bom tempo pensando. Bateram na porta. Era seu melhor amigo cupcake que chegava. Ele disse:
- O que se passa contigo meu querido amigo adocicado? Por que estás tão abalado?
- É o doce amor que me seduz, a linda cupcake que me guia com uma luz...
- Ó amigo apaixonado, o que te impede de ser amado?
- A beleza dela brilha e reflete. Já eu, não tenho nenhum confete...
- Mas não precisa ser belo e enfeitado, quando se tem um coração dourado. De ouro e diamantes seu coração reluz; mais belo que qualquer outra luz...
E assim, o pequeno cupcake saiu confiante, em direção de sua amada cupcake, ele olhou nos olhos dela, ela sorriu para ele, E O pequeno cupcake disse:
- Querida, tempos atrás por você me apaixonei, porém, tão belo quanto você eu nunca ficarei. Mas agora encontrei minha beleza, fica dentro de mim, mas é a mais bela e natural das belezas, é a beleza do amor sincero, da gentileza e da amizade, da gratidão e da bondade. Assim digo a você, que amor igual ao meu por você, jamais haverá igual...
E assim, a cupcake, já em prantos por causa do belo discurso, abraçou-o apertado:
- ó gentil cavalheiro, por quanto tempo aguardei essa agulha no palheiro. Não se preocupes jamais, pois meu amor por você, não acabarás nunca mais!
E assim os dois ficaram e nunca mais se separaram. E viveram felizes para sempre! ♥

The end.

E aí? o que vocês acharam? Eu achei fofinho e engraçadinhoo! *-*