Acho que tenho evitado escrever sobre amor há muito tempo. Sinto que talvez tenha caído no clichê de que, por algum motivo estúpido e obscuro, passei a acreditar que amar era fraqueza. Amor e apego eram algo que eu não devia demonstrar, meu carinho devia ser conquistado.
Ledo engano, fase rebelde de uma juventude vivendo o primeiro coração partido, o primeiro adeus, o primeiro felizes-para-sempre-só-que-nem-tanto. Nesse dia cruel e dolorido em que o coração finalmente aprende que o para sempre não é um tempo real, a gente acredita em qualquer coisa que faça a dor menor, que torne a tristeza mais suportável. E foi isso que fiz, eu assassinei meu amor. Eu finquei ele num canto de um quarto escuro e tranquei a porta com cadeados, cujas chaves atirei em um rio desconhecido que serpenteia as profundezas do meu eu.
Por mais curta que tenha sido essa fase, seu poder devastador continua sendo forte. Quando você apareceu e começou a mudar meus conceitos, eu já acreditava que não demonstrar era ser forte, desapego era coragem e solidão, independência. Mas você não acreditou nisso, né? Você derrubou meus muros, um a um, e me mostrou o quão errada eu estava. O amor existia, e Deus como existia e fazia meu estômago dançar conga quando eu te via.
Eu te evitei no começo, com medo de perder o controle que eu acabara de conhecer e ter. Boba, achava que ter controle era ser uma fortaleza. Não podia estar mais enganada. Mais uma vez você me transformou, e me fez perder o controle. Como eu amei rodar sem saber pra onde ia, e de verdade? Não importava, desde que eu estivesse com você.
Os meses passaram e eu fui quebrando. Eu sofri, não foi fácil, doeu. Doeu me abrir e descobrir como eu era vulnerável, e como eu era frágil. Doeu admitir a fragilidade e acreditar que, por mais que eu repetisse até cansar, enquanto você estiver comigo eu vou preferir estar com você a qualquer outra coisa. Eu tinha vergonha de amar, e me odiava por ter vergonha de um sentimento tão lindo.
E isso tudo me fez ver que amar é o ato mais corajoso e forte que alguém pode ter. Se entregar de corpo e alma, se abrir e mostrar seus piores lados, mais profundos segredos, assumir a fragilidade inerente da condição humana, do sentir, do sofrer, aceitar os riscos e, por fim, se expor completamente vulnerável, é brutalmente difícil. É mais que dar a cara a tapa, é dar tudo e correr o risco de tomar um K.O. na alma mesmo. É uma nudez que transcende as roupas no chão do quarto, é a nudez que existe quando enterro o rosto em seu pescoço e choro até encharcar o travesseiro. Quando olho em seus olhos e tento fazer com que você veja nos meus o quanto eu te amo, porque nem um dicionário britânico poderia traduzir tudo que sinto.
Enfim, eu queria agradecer. Obrigada por me mostrar que eu sou mais forte do que acreditei ser, e mais corajosa do que achei que podia ser um dia. Você me surpreendeu, mas me fez me surpreender comigo mesma. Você me torna uma pessoa melhor, você me torna a melhor versão de mim, você me ensinou a me amar e aceitar o meu amor. Obrigada, de coração.
Eu amo você.
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13 de fevereiro de 2018
22 de agosto de 2017
Ferro
Sinto um frio que não passa
Escorre algo pela garganta
Fecha os olhos e engole
O choro, a dor
O eu te amo
Tristeza tem sabor
De ferro
Levanta os olhos e procura
Incessante, insistente
Uma saída ou um caminho
Que leve para cima
Mas todos escurecem
Estrada
Abaixo
A casa não parece abrigo
A cama não traz alívio
Onde buscar analgésico
Pra essa dor
Que me sengue
Por onde quer
Que for
Engole mais uma vez
Pesado, denso, e todo dia
Um pouco mais de dor
Enfio garganta adentro
Cada dia o gosto
De ferro fica
Mais forte
Tranque as portas
Feche as janelas
Cortes os laços
Ajoelhe num canto
E deixe a trisreza sair
Em lágrimas
E ferro
7 de Agosto de 2017, Botucatu
dança
A vida toda
Fui espectadora
Observei de longe
Essa dança redentora
Coração saudoso
De passos que meus pés
Não conheciam, de fato
Sua mão encontrou a minha
Em meio à multidão
Me puxou antes que
Eu soubesse o que acontecia
Desorientada pelos holofotes
Busquei sua guia
Via só seus olhos
E neles mergulhei
Com os meus fechados
E eu que nunca soube
Dança alguma
Rodopiava pela pista
Sem medo, sem receio
Dançamos juntos
Em perfeita sintonia
Como se nossos corpos
Conhecessem
Essa dança natural
Mais velha que o animal
Sorrio e lhe conto
“Não sei o que estou fazendo”
Você ri alto
“Se soubéssemos, não seria a vida
uma dança, mas uma caminhada
e vamos concordar,
caminhar não é tão divertido
quanto dançar”
8 de agosto de 2017, Botucatu
miopia
Mais uma noite
Perdida no tempo
Mergulhada no frio
Sozinha no silêncio
Visão borrada
Faróis de carro se misturam
Com sombras humanas
Não há brilho no céu
Distância
Um pouco por dia
Centímetros, hoje
Metros, amanhã
Quilômetros, mês que vem
A distância não me aflige
O que me preocupa
É essa minha miopia
Depois de uns passos
Não te vejo mais
7 de Agosto de 2017, Botucatu
7 de Agosto de 2017, Botucatu
8 de julho de 2017
começo do fim
Mais um soco
bem no meio do estômago
Dia após dia
Vômito sanguinolento
Será que um dia
você vai parar de me ferir?
Você pelo menos sabe
o que faz comigo?
Será que quem machuca
é você de olhos vendados
ou sou eu que
guio seus punhos fechados?
Me abri de alma e
entreguei a você tudo
cada pedaço do coração
Não recebi muito de volta
Me pergunto se você o escondeu
ou se algum dia o possuiu
Depois de muito pesar
você procura saber
se dói algum lugar
minha cabeça nega
mas meu coração grita
faz essa dor parar
Pernas bambas, joelhos falham
a cada queda
é mais difícil levantar
a culpa é minha
a culpa é sua
as pernas não me sustentam mais
preciso voltar a andar
peço ajuda
alguém pode me levantar?
vejo suas costas
ele estendeu a mão
dolorosas verdades impostas
Começo a ver os sinais
o começo do fim
ou seria o fim do começo?
de qualquer forma
se encerra
nós
e o meu coração
bem no meio do estômago
Dia após dia
Vômito sanguinolento
Será que um dia
você vai parar de me ferir?
Você pelo menos sabe
o que faz comigo?
Será que quem machuca
é você de olhos vendados
ou sou eu que
guio seus punhos fechados?
Me abri de alma e
entreguei a você tudo
cada pedaço do coração
Não recebi muito de volta
Me pergunto se você o escondeu
ou se algum dia o possuiu
Depois de muito pesar
você procura saber
se dói algum lugar
minha cabeça nega
mas meu coração grita
faz essa dor parar
Pernas bambas, joelhos falham
a cada queda
é mais difícil levantar
a culpa é minha
a culpa é sua
as pernas não me sustentam mais
preciso voltar a andar
peço ajuda
alguém pode me levantar?
vejo suas costas
ele estendeu a mão
dolorosas verdades impostas
Começo a ver os sinais
o começo do fim
ou seria o fim do começo?
de qualquer forma
se encerra
nós
e o meu coração
23 de maio de 2017
letargia
Eu abro a conversa, leio e releio as mensagens mil vezes, penso em mais dezenas de respostas, mas a barrinha de digitar continua piscando. Pisca como se cobrasse de mim uma atitude. Mas eu não escrevo, a exaustão mental e emocional simplesmente barram essa capacidade.
Abro o caderno, o livro o slide, sento na cadeira e fico encarando as palavras. Espero que alguma faça sentido, ou que talvez eu seja o primeiro caso descrito de osmose informacional. Mas não, o cansaço pesa minhas pálpebras e desvia minha atenção.
O estresse é tamanho que te mantém numa condição de alerta o tempo todo, impede que você mantenha a atenção na mesma coisa por mais de 30 segundos. Qualquer coisa, por menor que seja, se torna um problema colossal, e você fica pensando nisso, rodando em círculos. Pensa tanto que não resolve nada. É como um abutre voando alto, em círculos, mas que nunca pousa. Não sei se sou o abutre ou a carcaça.
Se eu não te responder, por favor não me cobre. Eu quero responder, mas não consigo. Me desculpa, mas eu simplesmente não posso.
Se eu não conseguir resolver um problema fácil, não julgue. Eu te juro que pensei nele mais do que seria saudável pensar, mas ele me parece o fim do mundo.
Se eu esquecer alguma responsabilidade, tenha paciência, eu vou tentar melhorar.
Mas o estresse, a exaustão, o cansaço emocional, físico, mental, colocaram um pesado manto sobre minha cabeça, em uma tentavia débil de isolar um pouco mundo lá fora, que berra, que grita. Quem sabe amortece um pouco.
24 de abril de 2017
Abusivo
Se seu namorado, ficante, noivo, como for, não te deixa sair com a roupa que você quiser, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa usar maquiagem porque "fica parecendo uma puta", então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa sair sozinha, então ele é abusivo.
Se seu namorado controla suas amizades, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa se aproximar ou ser amiga de outros garotos, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa falar, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz sentir culpada por ser você mesma o tempo todo, então ele é abusivo.
Se seu namorado manipula os fatos para fazer com que ele esteja certo e você errada, então ele é abusivo.
Se seu namorado faz você duvidar de sua memória e sanidade, então ele é abusivo.
Se seu namorado te torna dependente dele, enquanto faz questão de demonstrar que ele não precisa de você, então ele é abusivo.
Se seu namorado destrói sua autoestima, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz acreditar que está com você por pena, e que você não conseguiria ninguém melhor que ele, então ele é abusivo.
Se seu namorado controla a sua rotina, então ele é abusivo.
Se seu namorado te força a fazer as vontades dele, e te faz sentir obrigada a isso, então ele é abusivo.
Se seu namorado restringe sua liberdade, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa ser quem é, então ele é abusivo.
Se seu namorado te agride, física ou psicologicamente, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz sentir um pingo a menos do que a mulher maravilhosa que você é, então ele é abusivo.
Abuso não é só agressão física não, não é só forçar beijo, segurar o braço, empurrar, bater, prender. Abuso é destruir a autoestima, falar alto para te amedrontar, te fazer sentir culpada por tudo o tempo todo, te fazer acreditar que só ele te suporta, por pena, é te fazer ter medo. Medo dele, de perdê-lo, de tudo.
Abuso é um poço fundo, a gente nem percebe que está caindo. Quando nos damos conta, estamos no fundo, com o corpo dolorido e machucado. A subida dá mais medo do que ficar ali, deitada no escuro, sozinha. Começar a subir machuca os dedos, suas pernas são fracas. Dói, demora, dá vontade de desistir. Mas conforme você sobe, você fica mais forte, você aguenta, a luz está cada vez mais perto. Ás vezes uma alma amiga aparece com uma corda para te ajudar, o que ameniza um pouco a dor da escalada. Mas o último passo, a última içada para fora desse poço, é você mesma quem dá.
Você olha para trás feliz, confiante, orgulhosa. Olha ao seu redor e vê milhares de poços, infinitos. Cada qual guarda sua própria alma estilhaçada, amedrontada. Cada uma lutando uma batalha que você conhece, cujas cicatrizes vão te acompanhar para sempre. Mas tem um lado bom: do lado de fora, você pode ajudar.
Você não está sozinha, você não precisa enfrentar tudo sozinha.
Vamos todas juntas.
Se seu namorado não te deixa usar maquiagem porque "fica parecendo uma puta", então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa sair sozinha, então ele é abusivo.
Se seu namorado controla suas amizades, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa se aproximar ou ser amiga de outros garotos, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa falar, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz sentir culpada por ser você mesma o tempo todo, então ele é abusivo.
Se seu namorado manipula os fatos para fazer com que ele esteja certo e você errada, então ele é abusivo.
Se seu namorado faz você duvidar de sua memória e sanidade, então ele é abusivo.
Se seu namorado te torna dependente dele, enquanto faz questão de demonstrar que ele não precisa de você, então ele é abusivo.
Se seu namorado destrói sua autoestima, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz acreditar que está com você por pena, e que você não conseguiria ninguém melhor que ele, então ele é abusivo.
Se seu namorado controla a sua rotina, então ele é abusivo.
Se seu namorado te força a fazer as vontades dele, e te faz sentir obrigada a isso, então ele é abusivo.
Se seu namorado restringe sua liberdade, então ele é abusivo.
Se seu namorado não te deixa ser quem é, então ele é abusivo.
Se seu namorado te agride, física ou psicologicamente, então ele é abusivo.
Se seu namorado te faz sentir um pingo a menos do que a mulher maravilhosa que você é, então ele é abusivo.
Abuso não é só agressão física não, não é só forçar beijo, segurar o braço, empurrar, bater, prender. Abuso é destruir a autoestima, falar alto para te amedrontar, te fazer sentir culpada por tudo o tempo todo, te fazer acreditar que só ele te suporta, por pena, é te fazer ter medo. Medo dele, de perdê-lo, de tudo.
Abuso é um poço fundo, a gente nem percebe que está caindo. Quando nos damos conta, estamos no fundo, com o corpo dolorido e machucado. A subida dá mais medo do que ficar ali, deitada no escuro, sozinha. Começar a subir machuca os dedos, suas pernas são fracas. Dói, demora, dá vontade de desistir. Mas conforme você sobe, você fica mais forte, você aguenta, a luz está cada vez mais perto. Ás vezes uma alma amiga aparece com uma corda para te ajudar, o que ameniza um pouco a dor da escalada. Mas o último passo, a última içada para fora desse poço, é você mesma quem dá.
Você olha para trás feliz, confiante, orgulhosa. Olha ao seu redor e vê milhares de poços, infinitos. Cada qual guarda sua própria alma estilhaçada, amedrontada. Cada uma lutando uma batalha que você conhece, cujas cicatrizes vão te acompanhar para sempre. Mas tem um lado bom: do lado de fora, você pode ajudar.
Você não está sozinha, você não precisa enfrentar tudo sozinha.
Vamos todas juntas.
12 de abril de 2017
Alguém
Dá vontade de gritar, de berrar, de pedir, implorar.
Por favor, será que um dia vocês vão me ouvir?
Quando vão ouvir meus desejos, meus anseios, minhas angústias?
Quando alguém vai me levar a sério?
Todos os dias eu me apago por você, por ele, por ela. Eu me reprimo, eu não imponho meus desejos, eu não peço, eu não imploro, eu levanto a cabeça e sigo. Eu faço o que você me pede, o que você quer, é só falar e eu vou fazer. Talvez não me faça bem, mas eu vou fazer, porque vai TE fazer bem.
Quando será que alguém pensará o mesmo por mim? Acho que nunca.
Será que sou tão patética por querer algum tempo a mais com você?
Será que sou tão preguiçosa por querer um tempo só pra descansar?
Será que sou tão covarde por ter medo de falar não?
Eu não sei, é uma trava. Quando chega a hora de falar "não, já deu, agora eu decido", eu não consigo.
Por favor, não me culpe por isso se eu for desabafar com você. Eu não preciso de alguém que me diga que isso não é saudável, eu sei que não é, eu sinto com cada fibra do meu corpo dolorido, eu preciso de alguém que me escute e me seja gentil. Alguém que sacrifique um pouco do próprio tempo e conforto por mim, como eu faço por tantos outros.
Me sinto arrogante falando isso, mas preciso contar pra algo. Pra alguém.
Se você estiver lendo isso, saiba que independentemente de quem você é, eu faria por você. Eu faria qualquer coisa pelo seu sorriso e pelo seu bem, mesmo que me sacrifique dia após dia.
Eu sempre fui assim, mais dos outros do que de mim mesma.
Não me peça pra não ser assim, eu sou, e não vai mudar.
Por enquanto eu ainda aguento.
Não ser eu.
Por favor, será que um dia vocês vão me ouvir?
Quando vão ouvir meus desejos, meus anseios, minhas angústias?
Quando alguém vai me levar a sério?
Todos os dias eu me apago por você, por ele, por ela. Eu me reprimo, eu não imponho meus desejos, eu não peço, eu não imploro, eu levanto a cabeça e sigo. Eu faço o que você me pede, o que você quer, é só falar e eu vou fazer. Talvez não me faça bem, mas eu vou fazer, porque vai TE fazer bem.
Quando será que alguém pensará o mesmo por mim? Acho que nunca.
Será que sou tão patética por querer algum tempo a mais com você?
Será que sou tão preguiçosa por querer um tempo só pra descansar?
Será que sou tão covarde por ter medo de falar não?
Eu não sei, é uma trava. Quando chega a hora de falar "não, já deu, agora eu decido", eu não consigo.
Por favor, não me culpe por isso se eu for desabafar com você. Eu não preciso de alguém que me diga que isso não é saudável, eu sei que não é, eu sinto com cada fibra do meu corpo dolorido, eu preciso de alguém que me escute e me seja gentil. Alguém que sacrifique um pouco do próprio tempo e conforto por mim, como eu faço por tantos outros.
Me sinto arrogante falando isso, mas preciso contar pra algo. Pra alguém.
Se você estiver lendo isso, saiba que independentemente de quem você é, eu faria por você. Eu faria qualquer coisa pelo seu sorriso e pelo seu bem, mesmo que me sacrifique dia após dia.
Eu sempre fui assim, mais dos outros do que de mim mesma.
Não me peça pra não ser assim, eu sou, e não vai mudar.
Por enquanto eu ainda aguento.
Não ser eu.
5 de março de 2017
Despedidas
Eu sempre contei despedidas.
Sempre que me despeço, eu conto na cabeça quantas vezes mais vou precisar dizer adeus até o dia em que eu não precise mais me despedir.
É duro dizer isso, mas descobri que não acaba. A gente nunca para de dizer adeus. Adeus a sua família, antes de ir para a faculdade, adeus aos amigos, antes de voltar pra sua cidade, adeus ao namorado ou à namorada, que mora longe.
Esses são os mais fáceis, porque a gente fala, a gente abraça, toca, beija, chora. Difíceis são aquelas despedidas que a gente dá e nem sabe. Um amigo que se tornou distante e agora não passa de um conhecido, o namoro que termina sem que a gente perceba que acabou, e quando nos damos conta, perdemos alguém importante e nem tivemos a chance de dar um abraço, um beijo, um até logo.
Pior ainda são as despedidas forçadas, para alguém que nos deixou e não vai voltar. Sem data nem certeza de se ver de novo, ficamos somente com as lembranças.
Eu sempre contei despedidas. Soluçadas em meio a lágrimas de uma janela de ônibus; correndo em direção a uma nova viagem, a um novo lugar; entaladas na garganta em uma sala cheia de saudade e tristeza. Contei despedidas demais para ter a ingenuidade de achar que um dia elas acabam.
Mas sabe, elas fazem parte da vida. Nos fortalece, nos torna pessoas melhores. A saudade e a vontade de ser ver são enormes, e isso torna o reencontro ainda melhor. Damos mais valor quando sentimos falta.
Talvez por isso eu ainda conte despedidas. Quantas faltam pra eu não sentir mais tanto aperto no peito. Talvez seja em vão, porque ele nunca diminui. Continuo contando, porque, como diria Renato Russo, quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
7 de janeiro de 2017
Eu perdi
Eu perdi, sei que perdi. Coisas demais pra serem enumeradas, importantes, essenciais, especiais. Dói, como dói.
Me disseram não se apega. Me disseram não espere nada. E no fundo achei que estava fazendo isso, não criando expectativa. Mas olha, minha cabeça deu jeito de esconder elas de mim.
Rejeição repuxa meu estômago outra vez. Um sentimento horrível de vazio e decepção. Comigo mesma, por não saber lidar com tudo isso e me deixar chegar aqui. Eu não gosto disso. Você me pergunta se eu não me importo. Eu respondo que não, e sinceramente quero acreditar nesse não. Eu queria não ligar, não me importar. Mas eu ligo.
Eu tento rir. Tento participar, tento entrar nessa vida de alguma forma. Mas não tem espaço pra mim aí. Espero a minha vez, e as vezes ela não chega, vou dormir sozinha e acordo magoada.
Você nunca vai saber disso. Eu vou me ferir e me curar inúmeras vezes até você ficar sabendo disso. Mas quando esse dia chegar. Você vai me perguntar se eu me importo e responderei, com todo o coração, "não mais".
Me disseram não se apega. Me disseram não espere nada. E no fundo achei que estava fazendo isso, não criando expectativa. Mas olha, minha cabeça deu jeito de esconder elas de mim.
Rejeição repuxa meu estômago outra vez. Um sentimento horrível de vazio e decepção. Comigo mesma, por não saber lidar com tudo isso e me deixar chegar aqui. Eu não gosto disso. Você me pergunta se eu não me importo. Eu respondo que não, e sinceramente quero acreditar nesse não. Eu queria não ligar, não me importar. Mas eu ligo.
Eu tento rir. Tento participar, tento entrar nessa vida de alguma forma. Mas não tem espaço pra mim aí. Espero a minha vez, e as vezes ela não chega, vou dormir sozinha e acordo magoada.
Você nunca vai saber disso. Eu vou me ferir e me curar inúmeras vezes até você ficar sabendo disso. Mas quando esse dia chegar. Você vai me perguntar se eu me importo e responderei, com todo o coração, "não mais".
9 de dezembro de 2016
Eis o pior de mim
Às vezes eu me pego duvidando de mim.
Da minha aparência, do meu caráter, da minha carência.
Tem dias que preciso repetir a mim mesma que sentir saudade não é fraqueza. Estar triste sem motivo não é frescura. Sentir não é errado.
Às vezes eu gostaria que as pessoas me lembrassem que sim, eu sou uma pessoa que pode ser amada simplesmente por ser eu, e não pelo que faço pelos outros.
De vez em quando preciso me forçar a lembrar que existem pessoas que gostam de mim, amam, até. Preciso enfiar na cabeça que tem gente que não me atura, que gosta de verdade da minha companhia.
Tem vezes que eu daria tudo por um pouco mais de carinho, mas me sinto uma idiota implorando atenção. Onde já se viu, querer migalhas de amor alheio?
Da minha aparência, do meu caráter, da minha carência.
Tem dias que preciso repetir a mim mesma que sentir saudade não é fraqueza. Estar triste sem motivo não é frescura. Sentir não é errado.
Às vezes eu gostaria que as pessoas me lembrassem que sim, eu sou uma pessoa que pode ser amada simplesmente por ser eu, e não pelo que faço pelos outros.
De vez em quando preciso me forçar a lembrar que existem pessoas que gostam de mim, amam, até. Preciso enfiar na cabeça que tem gente que não me atura, que gosta de verdade da minha companhia.
Tem vezes que eu daria tudo por um pouco mais de carinho, mas me sinto uma idiota implorando atenção. Onde já se viu, querer migalhas de amor alheio?
6 de agosto de 2015
A Rosa de Hiroshima completa 70 anos
Pensem nas crianças mudas telepáticas
Pensem nas meninas cegas inexatas
Pensem nas mulheres rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida, inválida
A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica
Sem cor em perfume, sem rosa, sem nada
Vinícius de Moraes
Há 70 anos o ser humano viu com seus próprios olhos a capacidade destrutiva que tem em mãos.
Há 70 anos descobrimos que nossos irmãos são capazes de usar esse poder pelos seus interesses.
Há 70 anos passamos a temer o fim do mundo. Com motivo.
06/08/1945: Hiroshima
09/08/1945: Nagasaki
Até o fim de 1945, estima-se que houve mais de 200 mil mortes causadas pela bomba de Hiroshima. Em Nagasaki estudos apontam entre 39 mil e 80 mil.
Hoje existem cerca de 450 mil pessoas afetadas pela explosão. Podem apresentar ou vir a apresentar todo tipo de problema por conta da exposição à radiação. Isso fora o preconceito que muitas vezes sofrem e as marcas físicas e psicológicas de ter feito parte de um dos momentos, a meu ver, mais tenebrosos enfrentados pela humanidade.
Ariel Z.
Pensem nas meninas cegas inexatas
Pensem nas mulheres rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida, inválida
A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica
Sem cor em perfume, sem rosa, sem nada
Vinícius de Moraes
Há 70 anos o ser humano viu com seus próprios olhos a capacidade destrutiva que tem em mãos.
Há 70 anos descobrimos que nossos irmãos são capazes de usar esse poder pelos seus interesses.
Há 70 anos passamos a temer o fim do mundo. Com motivo.
06/08/1945: Hiroshima
09/08/1945: Nagasaki
Até o fim de 1945, estima-se que houve mais de 200 mil mortes causadas pela bomba de Hiroshima. Em Nagasaki estudos apontam entre 39 mil e 80 mil.
Hoje existem cerca de 450 mil pessoas afetadas pela explosão. Podem apresentar ou vir a apresentar todo tipo de problema por conta da exposição à radiação. Isso fora o preconceito que muitas vezes sofrem e as marcas físicas e psicológicas de ter feito parte de um dos momentos, a meu ver, mais tenebrosos enfrentados pela humanidade.
Ariel Z.
27 de maio de 2015
Loucura e Depressão
Descrição
"Os olhos perdidos, vagos, olham sem mirar esse ponto ou aquele. Focam um lugar entre aqui e lá, algo no ar, algo no céu, entre a superfície da pupila e o infinito. A mente vagueia, sem definição, navega em um mar que é o limite entre a loucura e a lucidez. Dança sobre a corda bamba que é a consciência a um ritmo descompassado. O pensamento busca um princípio, uma razão, algo em que se apoiar e agarrar nesse mundo caótico e sem sentido. O corpo procura o calor de outro, o carinho de outro, o sentimento acolhedor do simples toque e cheiro de um corpo amigo. Aconchego.
Mas não há nada a ser encontrado.
O pensamento se perde e desaba. O corpo esfria e encolhe, recua. Os olhos se tornam opacos, escurecem. A mente perde o compasso e se desequilibra. Os sentidos se amortecem.
Perceber e compreender o mundo e suas maravilhas se torna uma tarefa difícil demais para ser cumprida, apesar de ser, de todos os nossos deveres, o mais natural."
Ariel Z.
PS: Apenas um texto feito em um momento de inspiração, a visão de alguém que é apenas espectador e busca compreender a complexidade psicológica humana.
"Os olhos perdidos, vagos, olham sem mirar esse ponto ou aquele. Focam um lugar entre aqui e lá, algo no ar, algo no céu, entre a superfície da pupila e o infinito. A mente vagueia, sem definição, navega em um mar que é o limite entre a loucura e a lucidez. Dança sobre a corda bamba que é a consciência a um ritmo descompassado. O pensamento busca um princípio, uma razão, algo em que se apoiar e agarrar nesse mundo caótico e sem sentido. O corpo procura o calor de outro, o carinho de outro, o sentimento acolhedor do simples toque e cheiro de um corpo amigo. Aconchego.
Mas não há nada a ser encontrado.
O pensamento se perde e desaba. O corpo esfria e encolhe, recua. Os olhos se tornam opacos, escurecem. A mente perde o compasso e se desequilibra. Os sentidos se amortecem.
Perceber e compreender o mundo e suas maravilhas se torna uma tarefa difícil demais para ser cumprida, apesar de ser, de todos os nossos deveres, o mais natural."
Ariel Z.
PS: Apenas um texto feito em um momento de inspiração, a visão de alguém que é apenas espectador e busca compreender a complexidade psicológica humana.
25 de março de 2014
Responsabilidades
É... São raras as vezes que eu apareço aqui, mas quando apareço, sempre tento escrever algo muito bom pra vocês. Algo que vá acrescentar alguma coisa! Bem... Então aqui vai!
Terminei a escola ano passado e esse ano é a vez da Arielzinha terminar! Bem galera, fazer 18 anos não é aquela farra que todo menino acha que vai ser (bem, pelo menos não foi assim comigo). Você chega e diz: ''Ah! Agora posso ser preso, que legal!'' ou ''Uhul, vou em um clube de strip-tease pegar as gatinhas''... Isso é mais meh ainda do que ser preso. A única parte verdadeira de tudo isso é que você começa a ser entupido com mais e mais afazeres. Passa a ser tratado diferente até pelos pais. Só com os amigos mesmo que isso nunca muda.
Do dia pro outro sua mãe usa o argumento: ''você já tem 18, vá fazer sozinho'' sendo que com 17 anos e 364 dias ela ainda estava escovando seus dentes. Seu pai começa a falar que é hora de você arrumar um emprego e ser o dono da casa. O discurso nunca muda. E toda a nossa rebeldia de adolescente tem que, OBRIGATÓRIAMENTE ser deixada para trás.
Passamos a nos importar mais com o dinheiro. Tipo... MUITO MAIS. Antes a gente não estava nem ai se estava levando a mãe a beira da falência ou extorquindo o pai até o último centavo. É meu amigo(a), agora são a vez deles de sugar o pobre dinheirinho que a gente ganha pra comprar salgadinho na padaria.
Eu ainda não estou em uma faculdade porque não consigo pagar. Passei no vestibular mas ainda devo uns trabalhos na escola e não tem o curso que quero fazer em nenhuma faculdade pública. Atualmente trabalho como ''sacoleiro'' (não o que embrulha no supermercado, mas literalmente o que FAZ uma sacola) e ganho um pouquinho por mês com isso. Nem por causa disso deixo de procurar por um emprego melhor porque afinal de contas, antes de eu trabalhar com isso eu era professor.
Bem... Além de toda essa meleca, tenho que ajudar minha mãe a pagar um aluguel absurdo de alto pela nossa casa. Minha mãe passa o dia fora trabalhando e grande parte das contas fica por minha conta pra fazer. Desde arrumar as sacolas, lavar a louça, arrumar as camas (quase nunca arrumo HAHA) e de ir comprar comida.
Bem pessoal, ainda assim tenho que arrumar um dinheirão pra ver o meu amorzinho! E cara... Como eu já mesmo disse, namoro a distância não é fácil. É preciso amar muito e ter muito respeito e a melhor parte de ter uma responsabilidade é o respeito que você ganha por isso. Conquistar minha namorada cada dia de novo, fazendo todas as minhas tarefas faz com que eu ganhe meus pontos de glória e orgulhar ela não tem preço. Experimente com a sua namorada(o) algum dia!
Então esqueça de se divertir até ter certeza que você tem o tempo pra isso (o que você não vai ter por bons tempos). Eu ainda me divirto, saio com amigos, vou no cinema e faço tudo o que fazia antes, mas além de ser muito mais difícil, dá muito mais trabalho. É por isso que a gente sempre acaba com poucos amigos. Porque são poucos que vão tão longe para ver você!
Bem... Caso você esteja prestes a fazer 18 anos, não enxergue isso como tudo de bom, mas também não enxergue isso como tudo de ruim. Cada coisa tem seus altos e baixos e sempre teremos nossos momentos de felicidade e agonias...
...Igual...
...Igual nossos pais.
Terminei a escola ano passado e esse ano é a vez da Arielzinha terminar! Bem galera, fazer 18 anos não é aquela farra que todo menino acha que vai ser (bem, pelo menos não foi assim comigo). Você chega e diz: ''Ah! Agora posso ser preso, que legal!'' ou ''Uhul, vou em um clube de strip-tease pegar as gatinhas''... Isso é mais meh ainda do que ser preso. A única parte verdadeira de tudo isso é que você começa a ser entupido com mais e mais afazeres. Passa a ser tratado diferente até pelos pais. Só com os amigos mesmo que isso nunca muda.
Do dia pro outro sua mãe usa o argumento: ''você já tem 18, vá fazer sozinho'' sendo que com 17 anos e 364 dias ela ainda estava escovando seus dentes. Seu pai começa a falar que é hora de você arrumar um emprego e ser o dono da casa. O discurso nunca muda. E toda a nossa rebeldia de adolescente tem que, OBRIGATÓRIAMENTE ser deixada para trás.
Passamos a nos importar mais com o dinheiro. Tipo... MUITO MAIS. Antes a gente não estava nem ai se estava levando a mãe a beira da falência ou extorquindo o pai até o último centavo. É meu amigo(a), agora são a vez deles de sugar o pobre dinheirinho que a gente ganha pra comprar salgadinho na padaria.
Eu ainda não estou em uma faculdade porque não consigo pagar. Passei no vestibular mas ainda devo uns trabalhos na escola e não tem o curso que quero fazer em nenhuma faculdade pública. Atualmente trabalho como ''sacoleiro'' (não o que embrulha no supermercado, mas literalmente o que FAZ uma sacola) e ganho um pouquinho por mês com isso. Nem por causa disso deixo de procurar por um emprego melhor porque afinal de contas, antes de eu trabalhar com isso eu era professor.
Bem... Além de toda essa meleca, tenho que ajudar minha mãe a pagar um aluguel absurdo de alto pela nossa casa. Minha mãe passa o dia fora trabalhando e grande parte das contas fica por minha conta pra fazer. Desde arrumar as sacolas, lavar a louça, arrumar as camas (quase nunca arrumo HAHA) e de ir comprar comida.
Bem pessoal, ainda assim tenho que arrumar um dinheirão pra ver o meu amorzinho! E cara... Como eu já mesmo disse, namoro a distância não é fácil. É preciso amar muito e ter muito respeito e a melhor parte de ter uma responsabilidade é o respeito que você ganha por isso. Conquistar minha namorada cada dia de novo, fazendo todas as minhas tarefas faz com que eu ganhe meus pontos de glória e orgulhar ela não tem preço. Experimente com a sua namorada(o) algum dia!
Então esqueça de se divertir até ter certeza que você tem o tempo pra isso (o que você não vai ter por bons tempos). Eu ainda me divirto, saio com amigos, vou no cinema e faço tudo o que fazia antes, mas além de ser muito mais difícil, dá muito mais trabalho. É por isso que a gente sempre acaba com poucos amigos. Porque são poucos que vão tão longe para ver você!
Bem... Caso você esteja prestes a fazer 18 anos, não enxergue isso como tudo de bom, mas também não enxergue isso como tudo de ruim. Cada coisa tem seus altos e baixos e sempre teremos nossos momentos de felicidade e agonias...
...Igual...
...Igual nossos pais.
28 de dezembro de 2013
Um Desabafo sobre Relacionamentos
Nesse mês vi pessoas se apaixonarem e se desapaixonarem pelo menos umas 3 vezes. Não acredito em "amor repentino" que acontece em uma semana e meia, não acredito em superar um relacionamento forte em menos de 1 mês. Não é indireta, é desabafo mesmo. Esse mês vi casais se formarem e se separarem. Vi pessoas encontrarem o amor da vida delas, que por acaso não é o mesmo que era em novembro. E isso, cada vez mais cotidiano, acaba por destruir o amor. Acaba parecendo dor de cotovelo, vingança, mente fraca, ou simplesmente desejo sexual. As pessoas reclamam disso, de gente que faz isso, chamam de puta, de piranha, de rodada, de galinha, de pegador, sem compromisso, de qualquer coisa, mas faz igual, achando que fez por amor. Isso não é amor, pode ser qualquer coisa, mas não é amor. Sejam sinceros consigo mesmos! Sejam realistas, pensem bem. O amor está em extinção porque as pessoas não têm mais fidelidade e muito menos respeito umas pelas outras, e sem esses dois fatores, não existe amor, e muito menos relacionamento saudável. Então não adianta postar um livro falando sobre como está apaixonado(a) pelo amor da sua vida se você acabou de terminar um namoro sério com o antigo amor da sua vida, não vai durar. Sensibilidade e um pouco de bom senso fazem muito falta nessa hora, e um relacionamento que nasce assim geralmente, senão sempre, termina logo. Então por favor, pensem, reflitam, pensem em si mesmos, nos outros, no futuro, no que pode ser. Não finja que está bem, que superou, ou pelo menos tenha respeito com o outro lado do antigo relacionamento. Pelo amor de Deus, todos têm sentimentos!
Fica aqui meu desabafo. Não pretendo insultar ninguém, nem atingir ninguém. Só quero registrar meu pensamento sobre o assunto e talvez aconselhar, caso alguém tenha paciência e vontade.
Falta muito respeito nesse mundo, e isso acaba com qualquer tipo de relacionamento, inclusive os amorosos. Então, antes de qualquer coisa, tenha respeito pelo outro: um dia você pode estar no lugar dele.
Ariel Z.
Fica aqui meu desabafo. Não pretendo insultar ninguém, nem atingir ninguém. Só quero registrar meu pensamento sobre o assunto e talvez aconselhar, caso alguém tenha paciência e vontade.
Falta muito respeito nesse mundo, e isso acaba com qualquer tipo de relacionamento, inclusive os amorosos. Então, antes de qualquer coisa, tenha respeito pelo outro: um dia você pode estar no lugar dele.
Ariel Z.
20 de dezembro de 2013
O Que eu Seria?
Quando as pessoas perguntam: "Ai, o que você pensaria se fosse uma alemã na época de Hitler?", "O que você faria se você estivesse nos EUA durante a guerra fria?", "Você seria feminista na Idade Média?", eu tenho vontade de responder que seria uma alma iluminada que saberia que algo estava errado. Mas não sou. Se eu fosse alemã na época do Hitler, eu seria nazista, o cara fez milagres econômicos na Alemanha, com certeza seria um bom líder. Se eu estivesse nos EUA ou em algum país capitalista na guerra fria, com certeza iria odiar o comunismo, os comunistas e o Marx, era uma propaganda muito forte. Se eu seria feminista na Idade Média? Quase certeza que não, seria uma religiosa fervorosa como todas as outras. EU sei bem que seria facilmente levada a acreditar em qualquer coisa que seja se não fosse o conhecimento que tenho até hoje. Isso porque já me acho bem influenciada pela mídia, mesmo tentando ser muito crítica sobre tudo. Então antes de responder que seria uma alma iluminada, eu penso bem, e vejo que com certeza eu seria como todos os outros.
Bem gente, estou voltando pro blog. Passei o começo das férias vegetando, mas agora pretendo voltar mesmo!
Beijinhos !
Ariel Z.
Bem gente, estou voltando pro blog. Passei o começo das férias vegetando, mas agora pretendo voltar mesmo!
Beijinhos !
Ariel Z.
23 de outubro de 2013
Instituto Royal
Quando fiquei sabendo do caso do instituto Royal, fiquei impressionada e extremamanete comovida com a atitude daqueles que resgataram os beagles. Em outras palavras, adorei o que eles fizeram, e acho que deviam mesmo ter invadido. Muita gente achou absurda a minha opinião, acharam que a invasão não era necessária ou que os testes devem mesmo ser feitos por uma série de motivos. Concordo que invadir é um ato violento e muitas vezes não ajuda em nada, mas os ativistas já estavam negociando a retirada dos animais há tempos, e nada havia sido feito, nesse caso uma invasão é justificável. Também sei que os testes com animais proporcionaram um grande avanço em varias áreas, mas vivemos em um planeta muito desenvolvido tecnologicamente falando, e acredito que seja possível desenvolver um substituto para isso. Provavelmente só não é desenvolvido porque gasta dinheiro demais e não é do interesse das grandes empresas (se é que já não existe e não é divulgado porque é mais caro que usar animais). Além disso, nada se fala dos direitos dos animais, não é mesmo? Não podemos fazer experiências com humanos contra a vontade deles, mas com o cachorro pode? O cão tem tato, olfato, audição, visão como todos nós. São seres vivos, SENTEM tudo o que fazemos com eles. E não sentem só sensorialmente falando, os cães tem sentimentos: eles ficam tristes, sozinhos, felizes, bravos. Eles sentem dor. Eles sentem o abandono, o descaso. E aí? Eles não tem o direito de ser felizes, de ter uma família? Pode fazer o que quiser com o cachorro só porque ele não se defende como nós? E o beagle foi escolhido porque não reage. Quer algo mais horrível que isso? Além de não se defender, eles também não reagem à tortura.
Ah gente, tenham um pouco de consciência e pensem. Se fossem crianças de rua, inocentes, indefesas, sem saber o que está acontecendo direito, vocês concordariam? Um cão é semelhante. Afinal, qual a diferença entre um cão e um homem? Por que podemos torturar um cão e não um homem? Eu nunca vi um cachorro matar para pegar a pele, destruir o próprio ambiente, escravizar sua própria espécie, e fazer tantas outras burrices que nós homens cometemos. Só os vi se agindo em defesa própria, fazendo outros felizes, ajudando cegos, salvando vidas. Por isso se me perguntarem o que eu penso, eu prefiro os cachorros.
Ah gente, tenham um pouco de consciência e pensem. Se fossem crianças de rua, inocentes, indefesas, sem saber o que está acontecendo direito, vocês concordariam? Um cão é semelhante. Afinal, qual a diferença entre um cão e um homem? Por que podemos torturar um cão e não um homem? Eu nunca vi um cachorro matar para pegar a pele, destruir o próprio ambiente, escravizar sua própria espécie, e fazer tantas outras burrices que nós homens cometemos. Só os vi se agindo em defesa própria, fazendo outros felizes, ajudando cegos, salvando vidas. Por isso se me perguntarem o que eu penso, eu prefiro os cachorros.
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| Meus bebês |
9 de outubro de 2013
Crescer
Crescer é aceitar a fragilidade, a sensibilidade, as fraquezas. Crescer é admitir seus erros, seus defeitos, seus problemas, suas neuroses. Crescer é aprender a deixar o orgulho e o egoísmo de lado e se importar com os outros. Crescer é enfrentar os problemas sozinho, é cair e levantar até se quebrar todo. Crescer é aprender a se impor limites e respeitar os dos outros. Crescer é assumir as responsabilidades de ser um adulto. Crescer é ser você mesmo. Crescer é fazer escolhas. Crescer é aprender e desaprender. Crescer é mudar, revolucionar, derrubar. Crescer é amadurecer. Crescer é sair de sua zona de conforto e aprender a se virar sozinho. Crescer é difícil.
Ninguém quer crescer. Ninguém quer encarar os problemas e tentar encontrar uma solução para eles. Ninguém quer assumir responsabilidades. É muito difícil, dá muito trabalho, é muito doloroso. É mais fácil simplesmente ser criança e deixar as coisas acontecerem como se você simplesmente não tivesse nada a ver com elas. Quando a gente cresce, precisa enfrentar as coisas sem ninguém, sentir no peito a dor e o peso de carregar a si próprio nas costas.
Sempre dizemos que precisamos aceitar os defeitos e problemas dos outros, mas e os nossos? Reconhecemos e aceitamos nossos defeitos? Não queremos aceitar que somos imperfeitos. É difícil ser alguém de verdade, um alguém de carne e osso, que chora e ri, que tem problemas e qualidades. É mais fácil esquecer tudo isso e acreditar que o outro alguém é sempre pior que você.
A verdade é que temos medo de crescer. É tão fácil ser criança, ter uma mãe e um pai para lhe amparar, não ter responsabilidades e nem escolhas difíceis a se fazer, fingir que não há nada de errado. É fácil. Crescer é abandonar tudo isso. É duro, mas é necessário.
Se ninguém crescesse, como seria o mundo? Adultos-criança, com medo de encarar a vida com o próprio peito, sem capacidade de ser responsáveis, sem conseguir fazer escolhas. Seria um caos. Por isso escolhemos crescer. Ou não?
Observe o mundo hoje e perceba: Quantos adultos não são meninos com terno e maleta? Quantas são as garotas com saltos e maquiagem? Quantos são aqueles com o corpo de um adulto e a maturidade de uma criança?
Crescer ou não crescer? Eis uma questão.
Ariel Z.
Ninguém quer crescer. Ninguém quer encarar os problemas e tentar encontrar uma solução para eles. Ninguém quer assumir responsabilidades. É muito difícil, dá muito trabalho, é muito doloroso. É mais fácil simplesmente ser criança e deixar as coisas acontecerem como se você simplesmente não tivesse nada a ver com elas. Quando a gente cresce, precisa enfrentar as coisas sem ninguém, sentir no peito a dor e o peso de carregar a si próprio nas costas.
Sempre dizemos que precisamos aceitar os defeitos e problemas dos outros, mas e os nossos? Reconhecemos e aceitamos nossos defeitos? Não queremos aceitar que somos imperfeitos. É difícil ser alguém de verdade, um alguém de carne e osso, que chora e ri, que tem problemas e qualidades. É mais fácil esquecer tudo isso e acreditar que o outro alguém é sempre pior que você.
A verdade é que temos medo de crescer. É tão fácil ser criança, ter uma mãe e um pai para lhe amparar, não ter responsabilidades e nem escolhas difíceis a se fazer, fingir que não há nada de errado. É fácil. Crescer é abandonar tudo isso. É duro, mas é necessário.
Se ninguém crescesse, como seria o mundo? Adultos-criança, com medo de encarar a vida com o próprio peito, sem capacidade de ser responsáveis, sem conseguir fazer escolhas. Seria um caos. Por isso escolhemos crescer. Ou não?
Observe o mundo hoje e perceba: Quantos adultos não são meninos com terno e maleta? Quantas são as garotas com saltos e maquiagem? Quantos são aqueles com o corpo de um adulto e a maturidade de uma criança?
Crescer ou não crescer? Eis uma questão.
Ariel Z.
24 de setembro de 2013
Será?
A vida muda, e muda depressa. Hoje caiu minha ficha de que passei pela metade do Ensino Médio. Em menos de 2 anos alguém vai me entregar um diploma que assinala a conclusão desses 3 anos tão decisivos. E 2 anos atrás, onde estava eu? Para mim, parece que foi ontem. Lembro vividamente dos meses de agosto, setembro, outubro e novembro que precederam meu aniversário de 15 anos.
Nesses meses eu estava no começo do meu namoro. Desenhei uma locomotiva e seu motor a vapor. Desenhei estrelas de 3 a 9 pontas na aula de geometria. Tive aulas de jardinagem. Escutei muito David Bowie. Trocamos a TV da sala aqui em casa e eu ficava jogando um joguinho novo do Xbox, chamado Viva Piñata. Fui viajar com a turma toda para trabalhar em uma fazenda. Saltei com um cavalo pela primeira vez. Comi morangos direto do pé. Fiz geleia e queijo fresco. Perdi meu iPod nessa viagem. Fiz meu FCE da Cambridge e fui aprovada com B. Mais do que esses acontecimentos, eu me lembro dos sentimentos e das sensações de todos eles. De como minha barriga dava voltas quando meu namorado vinha me visitar. Do nervoso e da superação de fazer e entregar todos os trabalhos e desenhos difíceis da escola. Do calor e do suor das aulas e jardinagem, e principalmente da professora. De ir todos os dias dormir ouvindo As The World Falls Down. De acordar antes de todo mundo no fim de semana e jogar esse jogo na TV nova como se não houvesse amanhã. De acordar cedo na fazenda, com frio, e ir ordenhar a vaca no pasto do outro lado do mundo. De ficar fazendo os relatórios na nossa hora livre, enquanto todo mundo passeava pela fazenda. De subir no sino da igreja e ficar lá em cima olhando tudo. De correr a cavalo sem ninguém pra me falar aonde ir. De chegar em casa e descobrir que o iPod não estava na bolsa. Da ansiedade para fazer o FCE. Foi um ano muito especial e inesquecível para mim. Sinto tudo isso, desejo tudo isso, como se tivesse acontecido há alguns meses. Mas hoje caiu a ficha: faz 2 anos.
Isso me fez perguntar: aonde vou estar dentro de 2 anos? Será que vou me lembrar desse ano com o mesmo carinho? Vou estar no cursinho? Vou estar em uma faculdade?
Nisso me lembrei de todos os momentos especiais dos meus últimos anos. Principalmente das viagens com a escola. Meu irmão vai para o Petar amanhã, e eu fiz essa viagem faz 5 anos. Eu sinto que estive lá há menos de 3 meses. E o Pantanal então? Foi no mesmo ano em que criei este blog, então acreditem: faz tempo. Mas sinto como se tivesse sido semana passada.
Esse tempo passou muito rápido. 5 anos se passaram e para mim foram 2. Parece que foi ontem que cheguei na Viver como aluna nova. E de novo me perguntei: e no futuro? Se o tempo passa tão rápido, para onde vou em alguns anos? Do que vou me lembrar? O que vai ser especial pra mim? Quem eu vou ser?
Será que não devemos aproveitar mais a vida? Será que não devemos criar mais momentos especiais dos quais nos lembraremos em qualquer futuro, próximo ou distante?
Apenas uma reflexão.
Nesses meses eu estava no começo do meu namoro. Desenhei uma locomotiva e seu motor a vapor. Desenhei estrelas de 3 a 9 pontas na aula de geometria. Tive aulas de jardinagem. Escutei muito David Bowie. Trocamos a TV da sala aqui em casa e eu ficava jogando um joguinho novo do Xbox, chamado Viva Piñata. Fui viajar com a turma toda para trabalhar em uma fazenda. Saltei com um cavalo pela primeira vez. Comi morangos direto do pé. Fiz geleia e queijo fresco. Perdi meu iPod nessa viagem. Fiz meu FCE da Cambridge e fui aprovada com B. Mais do que esses acontecimentos, eu me lembro dos sentimentos e das sensações de todos eles. De como minha barriga dava voltas quando meu namorado vinha me visitar. Do nervoso e da superação de fazer e entregar todos os trabalhos e desenhos difíceis da escola. Do calor e do suor das aulas e jardinagem, e principalmente da professora. De ir todos os dias dormir ouvindo As The World Falls Down. De acordar antes de todo mundo no fim de semana e jogar esse jogo na TV nova como se não houvesse amanhã. De acordar cedo na fazenda, com frio, e ir ordenhar a vaca no pasto do outro lado do mundo. De ficar fazendo os relatórios na nossa hora livre, enquanto todo mundo passeava pela fazenda. De subir no sino da igreja e ficar lá em cima olhando tudo. De correr a cavalo sem ninguém pra me falar aonde ir. De chegar em casa e descobrir que o iPod não estava na bolsa. Da ansiedade para fazer o FCE. Foi um ano muito especial e inesquecível para mim. Sinto tudo isso, desejo tudo isso, como se tivesse acontecido há alguns meses. Mas hoje caiu a ficha: faz 2 anos.
Isso me fez perguntar: aonde vou estar dentro de 2 anos? Será que vou me lembrar desse ano com o mesmo carinho? Vou estar no cursinho? Vou estar em uma faculdade?
Nisso me lembrei de todos os momentos especiais dos meus últimos anos. Principalmente das viagens com a escola. Meu irmão vai para o Petar amanhã, e eu fiz essa viagem faz 5 anos. Eu sinto que estive lá há menos de 3 meses. E o Pantanal então? Foi no mesmo ano em que criei este blog, então acreditem: faz tempo. Mas sinto como se tivesse sido semana passada.
Esse tempo passou muito rápido. 5 anos se passaram e para mim foram 2. Parece que foi ontem que cheguei na Viver como aluna nova. E de novo me perguntei: e no futuro? Se o tempo passa tão rápido, para onde vou em alguns anos? Do que vou me lembrar? O que vai ser especial pra mim? Quem eu vou ser?
Será que não devemos aproveitar mais a vida? Será que não devemos criar mais momentos especiais dos quais nos lembraremos em qualquer futuro, próximo ou distante?
Apenas uma reflexão.
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
Epitáfio - Titãs
7 de agosto de 2013
O Tal do Vestibular
Pois é, chega um momento da vida em que você passa a escutar a palavra vestibular pelo menos oito vezes por dia. Para mim, esse momento chegou ano retrasado, na oitava série. Comecei a pensar no que eu ia fazer, se eu ia conseguir, em como ia ser difícil, etc, mas acho que a ficha só caiu esse ano. Percebi que estou quase lá. Que ano que vem vou entrar em uma sala, e fazer uma prova que vai decidir se vou ou não ser o que quero. Claro que tem cursinho, mas eu, apressada como sou, não quero fazer cursinho. Enfim, quem já está nesse momento "vestibular" da vida, ou já passou por ele, sabe que a pressão é gigantesca.
Pois é, mas você já parou pra pensar que é você quem vai decidir isso? Que depende de você passar ou não? Que é você quem diz se quer medicina, matemática, pedagogia, arquitetura ou o que quer que seja? Já parou pra pensar que é bem provável que você saia de casa? Nessa hora sua vida muda. É hora de crescer de vez. Ao mesmo tempo que fico ansiosa por isso, tenho também receio.
Tudo isso por causa de uma provinha. Aliás, provona. O tal do vestibular é motivo de desespero para muitos jovens, e eu sou um desses desesperados. O meu problema é que meus pais não botam pressão, mas eu me cobro como se eu precisasse ser o próximo gênio da humanidade e ganhar um prêmio nobel, ou como se eu estivesse tentando entrar para Cambridge ou para Harvard. Por isso preciso tirar acima de oito em todas as provas, ou então não vou passar no vestibular.
Fuvest, Vunesp, Unicamp, ITA... Nomes que escuto todo dia. Provas impossíveis e disputadas. E aí, vou entrar pra faculdade ou não? Nervosismo, estresse, desespero, medo.
Mas da parte boa ninguém fala. Da hora em que você vê seu nome na lista de aprovados, em que comemora com seus amigos, que rabiscam o nome da sua universidade na sua testa e no seus braços. Jogam ovos em você, e seus professores ficam orgulhosos. Nesse momento, você vê que todo o esforço valeu a pena, todas as benditas horas de estudo. Quando seus pais e irmãos(ãs) te abraçam, e te parabenizam por ter conseguido. Orgulho, alívio, alegria.
Digo isso para não desanimar. Eu mesma penso, de vez em quando, que nunca vou conseguir. Que não tenho capacidade. EU sinto isso às vezes. Mas me lembro dessa recompensa maravilhosa que receberei se me esforçar o bastante. Quero medicina, USP, UNICAMP ou UNESP. Sei que se tentar, se estudar, me esforçar, vou consguir.
Portanto não desanimem, todo mundo consegue! Boa sorte.
Beijos!
Ariel Z.
Pois é, mas você já parou pra pensar que é você quem vai decidir isso? Que depende de você passar ou não? Que é você quem diz se quer medicina, matemática, pedagogia, arquitetura ou o que quer que seja? Já parou pra pensar que é bem provável que você saia de casa? Nessa hora sua vida muda. É hora de crescer de vez. Ao mesmo tempo que fico ansiosa por isso, tenho também receio.
Tudo isso por causa de uma provinha. Aliás, provona. O tal do vestibular é motivo de desespero para muitos jovens, e eu sou um desses desesperados. O meu problema é que meus pais não botam pressão, mas eu me cobro como se eu precisasse ser o próximo gênio da humanidade e ganhar um prêmio nobel, ou como se eu estivesse tentando entrar para Cambridge ou para Harvard. Por isso preciso tirar acima de oito em todas as provas, ou então não vou passar no vestibular.
Fuvest, Vunesp, Unicamp, ITA... Nomes que escuto todo dia. Provas impossíveis e disputadas. E aí, vou entrar pra faculdade ou não? Nervosismo, estresse, desespero, medo.
Mas da parte boa ninguém fala. Da hora em que você vê seu nome na lista de aprovados, em que comemora com seus amigos, que rabiscam o nome da sua universidade na sua testa e no seus braços. Jogam ovos em você, e seus professores ficam orgulhosos. Nesse momento, você vê que todo o esforço valeu a pena, todas as benditas horas de estudo. Quando seus pais e irmãos(ãs) te abraçam, e te parabenizam por ter conseguido. Orgulho, alívio, alegria.
Digo isso para não desanimar. Eu mesma penso, de vez em quando, que nunca vou conseguir. Que não tenho capacidade. EU sinto isso às vezes. Mas me lembro dessa recompensa maravilhosa que receberei se me esforçar o bastante. Quero medicina, USP, UNICAMP ou UNESP. Sei que se tentar, se estudar, me esforçar, vou consguir.
Portanto não desanimem, todo mundo consegue! Boa sorte.
Beijos!
Ariel Z.




